Vejo muitos empresários brigando contra a rotatividade, baixo resultado, falta de alinhamento estratégico e buscando soluções todos os dias, mas ultimamente tenho visto também alguns tratando estes problemas como “normais”. “Ah, é assim mesmo, isso tem em todo negócio” é o que dizem… e isso mascara um risco enorme, o risco destes problemas engolirem a sua rentabilidade sem nem perceber.
É fato que muitas questões mudaram no mercado, a relação que as pessoas têm com o trabalho hoje é muito diferente do que era antes, isso mudou a forma como as pessoas se comportam no ambiente de trabalho, mas existe uma diferença brutal entre reconhecer a realidade atual e lidar com ela e usá-la como justificativa para normalizar um resultado medíocre. É isso o que diferencia as empresas que se destacam e geram valor para toda a cadeia (sócios, fornecedores, funcionários e clientes) daquelas que apenas sobrevivem.

Sair do modo sobrevivência é necessário
Questões relacionadas ao mercado não somente devem ser consideradas para ações internas, mas todo o ecossistema da empresa deve se adaptar a estas questões. Empresas que se prepararam e estruturaram seus processos de gestão estrategicamente continuaram crescendo mesmo com mudanças acontecendo. E mudanças acontecem a todo tempo. A empresa que está preparada para isso, sai na frente e trata não como algo “normal”, mas como um alerta de que não são as pessoas que precisam mudar, mas a sua estrutura interna que, muitas vezes, está enraizada num modelo de gestão dos anos 90. Então é claro: as pessoas não vão se engajar, não vão gerar resultados, não vão se sentir bem fazendo o que fazem e na primeira oportunidade que tiverem, elas vão embora e mesmo que todo o quadro de funcionários seja trocado, os problemas continuam com o empresário que escolheu achar isso “normal”.
É possível criar um ambiente saudável, onde as pessoas se sintam bem, onde elas percebam o valor do próprio trabalho, onde os seus valores de vida estão alinhados com os valores da empresa e onde exista perspectiva de crescimento, porque é isso o que as pessoas buscam hoje. Não à toa assuntos como a NR1 e escala 5:2 têm ganhado espaço nas pautas de reuniões, independente de fiscalização ou não, é indiscutível que isso tangibiliza a atual preocupação com a qualidade de vida no trabalho.
Empresas que não se adaptarem a isto, estão fadadas ao fracasso. O problema é que existe um senso comum de que “ou existe desempenho, ou ambiente agradável e qualidade de vida”, mas há 15 anos a Néos vem provando que acreditar nisso é um grande equívoco, pelo contrário, quanto mais o ambiente promove qualidade de vida, mais desempenho ele gera. Só é preciso método para fazer acontecer, mas o primeiro passo é entender que o seu modelo de gestão precisa mudar.